Coord. Lutiere Dalla Valle

Bolsa de Iniciação - FIPE/CAL-2017

Objetivo Geral: Examinar como o conceito de “i/mediações” vinculado ao campo artístico pode favorecer processos de crítica e análise baseados na transdisciplinariedade.

O termo I/mediações vem sendo articulado no grupo de pesquisa buscando estabelecer diálogos, conexões entre arte e investigação, produção visual, marcos conceituais, referências teóricas, arte e processos de subjetivação, arte e cotidianidade, arte e sociedade, narrativas visuais e formação. Esta proposição léxica pretende ampliar as possibilidades de elaboração entorno das produções visuais contemporâneas, pois, nos ambientes educativos institucionalizados “existe a necessidade de que a sala de aula de arte seja um lugar de produção crítica cultural, um lugar no qual o visual seja produzido, à maneira como o fazem os artistas contemporâneos – mediante assemblage, bricolagem, instalação, performance, montagem”. (HERNÁNDEZ, 2007: p. 64)

A partir deste emprego, i/mediações refere-se ao que está próximo, às margens, nas bordas do campo em evidência: que está nas imediações, nas proximidades. Diz respeito ao que pode promover diálogo profícuo a partir das relações entre os distintos saberes. Mediação, sob este aspecto implica também estar no meio, apresentar-se como interlocutor, como dispositivo/disparador entorno a determinados artefatos visuais: obras de arte, filmes, imagens publicitárias, etc. I/mediação, portanto, compreende o sentido de mobilidade, deslocamento entre objeto, visualizador e conceituação. I/mediação como provocação, que potencializa o processo de visualização de imagens e narrativas visuais a partir da dúvida, da discrepância, daquilo que pode provocar ruptura e criar novas/outras conexões articulando variados campos – como o campo de estudos da cultura visual que se nutre da filosofia, sociologia, psicologia, antropologia, estudos culturais, sobre cinema, história da arte, gênero, etc – para compreender as relações diárias com as visualidades.

Para tanto, as investigações e a justaposição gramatical (i/mediações) propõe movimentar o pensamento: em sua origem latina, a palavra mobilis implica mudar de lugar, colocar em movimento (movere). No âmbito educativo/formativo, tomando imagens da cultura contemporânea como dispositivos para pensar/refletir sobre os processos que envolvem a constituição do autor e suas produções, dispositivos visuais como instrumentos mediadores, abertos.

Desta forma, pretende-se ampliar as possibilidades metodológicas de uma “abordagem i/mediativa” da arte e suas interlocuções entre produtores, mediadores e consumidores para refletir/discutir a construção da subjetividade diante da complexidade imagética/ visual contemporânea que emerge de distintos contextos.

 

INTEGRANTES: Milena Regina Duarte Corrêa, Fernando Pires, Hannah Rossatto, Henrique Ribeiro, Matheus Viero, Warla Weide